Category Archives: Casa e poesia

Intemporais

Projeto Residencial 2004

Se quiser entender o presente, pergunte ao passado.

A experiência profissional do arquiteto vaticina – prevê tendências, estilos, comportamentos.

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Projetos especiais para relembrar com carinho, para Gabriela, Nicolas e Giulia

Ainda na seleção de projetos para relembrar, encontrei esse dois projetos de dormitórios de crianças, publicados em 2004.

No projeto do dormitório do Nicolas, o personagem Mickey foi referência. O Nicolas era bem pequeno, e dava os primeiros passos na vida escolar, como o Mickey da proposta. O ambiente foi setorizado com áreas de dormir, brincar, estudar e com um pequeno closet. O colorido dos brinquedos se misturaram aos tons de azul. O resultado foi um quarto alegre e divertido.

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Na proposta para o dormitório da Giulia, minha inspiração foi a boneca de pano, presente dado à mãe. A delicadeza da boneca sugeriu um projeto com referências campestres. Nos anos 2004, as cores alaranjadas ditavam os tons dos projetos, mas mais do que isso a alegria das cores quentes aqueciam o ambiente à espera da pequena Giulia.

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50 Tons de Cinza

MONTENAPI“Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto

É como se abrisse o mesmo livro

Numa página nova…”

Mário Quintana

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Projeto Residencial Santo André/SP 2013 – Deborah Basso Arquitetura&Interiores

O quarto de casal é um ambiente muito especial da casa. Lugar que abriga sonhos, onde os planos de vida são traçados em cumplicidades. É neste ambiente ninho, onde o amor acontece no encontro de intimidade. Em tempos de 50 tons de cinza, as fantasias são estimuladas em relações de intensa paixão. A cor cinza entra neste contexto com muita elegância e sofisticação.

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Projeto Residencial São Paulo/SP 2013 – Deborah Basso Arquitetura&Interiores

No quarto, as pessoas passam a maior parte do tempo. Assim sendo, a decoração deve ser charmosa, confortável e muito pessoal. Afinal, dormimos e acordamos inevitavelmente olhando para os objetos em nosso entorno. Nada como um bom dia carinhoso, faça chuva ou faça sol, envolta às nossas referências.

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Projeto Residencial São Paulo/SP 2013 – Deborah Basso Arquitetura&Interiores

As nuances de cinza, por serem neutras, podem ser usadas com outras cores em jogos de cores que complementam o ambiente.

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Assim como outros ambientes da casa, a decoração do quarto é bastante íntima e reflete nossa personalidade. A luz, a cor, as texturas fazem a magia do ambiente. Harmonia e equilíbrio são essenciais, bem como o aroma e o som. O quarto é um ambiente de experiência sensorial de encantamento.

Times Square Building recebe uma dose de Flower Power

fleurO artista britânica usa flores para transformar interiores urbanos em espaços visualmente impressionantes

fleurIIIImagine iniciar o dia de trabalho, passando por uma vibrante cortina perfumada das flores. As pessoas que visitarão para o prédio Viacom, na Times Square vão ter o prazer de ser recebidos desta forma, graças a artista britânica Rebecca Louise Lei. Suas instalações de flores penduradas têm gerado interesse por toda a Europa, elas transformam os ambientes urbanos em espaços naturais, etéreos. ‘Flowers 2015: Outside In “ marca sua estréia em território americano, que transformou a sede global em mídia num espaço cheio de cores, texturas e aromas.

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Tal como acontece com a maioria das criações de Direitos Reservados, esta instalação foi um esforço colaborativo. Centenas de funcionários da Viacom ofereceram-se para ajudar a criar a peça, amarrando mais de 15.000 flores em fio de cobre para serem penduradas acima da entrada. Foram utilizados 14 tipos diferentes de flores, incluindo rosas, hortênsias, cravos, cardos, e Gypsophilias.

fleurIIA delicada relação da  artista com a natureza,  é projetada na instalação para se transformar ao longo do tempo. Inicialmente, flores frescas irradiam cores vibrantes e fragrâncias que são lentamente preservadas com a secagem. A escultura restante se transforma em algo como pout-pourri e emana um cheiro semelhante, mostrando o potencial de cada flor, o que ilustra o desejo do artista de justapor figurativamente sociedade contemporânea com a natureza.

A Casa de Tom Jobim

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jjJ8k “Esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar. Quando você ama, isso cria uma capacidade. Você se interessa pela coisa, você começa a olhar”.  Tom Jobim

Antonio Carlos Jobim sempre foi apaixonado pelo Jardim Botânico. Seu nome tornou-se sinônimo de preservação do patrimônio ecológico e cultural do país e sua visão de mundo é sempre objeto de inspiração para as novas gerações. Sua constante preocupação com a ecologia nos levou à criação do Instituto Antonio Carlos Jobim, em maio de 2001, não somente para preservar e tornar público o seu acervo, mas também para desenvolver projetos educativos sobre ecologia e artes em geral.

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No DVD Casa do tom – Mundo, monde, mondo, Tom Jobim, Ana Lontra, esposa de Tom Jobim, conta a história desde da construção da casa, e a mudança de casa, e a inspiração do poema Chapadão, que Tom começou a escrever quando escolheram o terreno no alto do Jardim Botânico para construírem sua casa: “A casa levou quatro anos para ficar pronta e o poema, oito”

Chapadão – Tom Jobim

Vou fazer a minha casa
No alto do chapadão
Vou levar o meu piano
Que ficou no Canecão

Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão
Vou levar don’Aninha
Prá me dar inspiração

Vou fazer a minha casa
No alto de uma quimera
Vou criar um mundo novo
Inventar nova megera

Vou fazer a minha casa
Com largura e comprimento
E peço ao Paulo uma sala
Pra botar Aninha dentro

Vou botar minha biruta
No taquaruçu de espinho
Vou fazer cama macia
Pra te amar devagarinho

Seremos dois belezudos
Neste mundo de feiosos
As noites serão tranquilas
E os dias tão radiosos

Quero minha casa feita
Com régua prumo e esmero
Quero tudo bem traçado
Quero tudo como eu quero

Quero tudo bem medido
De largura em comprimento
Não quero que minha casa
Me traga aborrecimento

Vou fazer a minha casa
Do alto de uma canção
E agradecer a Deus Pai
A sobrante inspiração

Sob a axila do Christo
Neste sovaco christão
Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão

E vou dar festa bonita
Com bebida e com garçon
E ao Lufa que foi amigo
Dou champagne com bombom

Vou fazer a minha casa
No centro do ribeirão
Quero muita água limpa
Pra lavar meu coração

Minha casa não terá
Nem sábado nem domingo
Todo dia é dia santo
Todo dia é dia lindo

Todo dia é sexta-feira
Sexta-feira da paixão
Vou convidar o Alberico
Para o peixe com pirão

E dentro da minha casa
Nunca vai juntar poeira
Pelo meio dela passa
Uma enorme cachoeira

Quero água com fartura
Quero todo o riachão
Quero que no meu banheiro
Passe inteiro o ribeirão

Quero a casa em lugar alto
Ventilado e soalheiro
Quero da minha varanda
Contemplar o mundo inteiro

Vou fazer o meu retiro
Na grota do chororão
A minha casa será
Uma casa de oração

Vou me esquecer do pecado
Entrar em meditação
E não saio mais de casa
Só saio de rabecão

Vou entrar pra Academia
Vou comer muito feijão
E acordar à meia-noite
Pra vestir o meu fardão

Mas na minha Academia
Sem chazinho e sem garçom
Só entra Mário Quintana
Só entra Carlos Drummond

Que já chega de besteira
Já basta de decoreba
Que a cultura verdadeira
Tá na asa do jereba

Porque tem urubu-rei
E tem urubu-ministro
Dois de cabeça amarela
E um preto que registro

Registro neste debuxo
Os dois condores também
Embora urubus de luxo
Têm direito no além

Sob a axila christã
Neste sovaco christão
Vou fazer de telha-vã
A casa do Chapadão

Vou dormir meu sono velho
Neste sovaco do Christo
Vou comprar muito sossego
Vou regar o meu hibisco

Vou viver na minha casa
Vou viver com a minha gente
Vou viver vida comprida
Prá não morrer de repente

Vou contemplar grandes pedras
Vazio de compreensão
Vou esquecer o meu nome
No alto do Chapadão

Vou plantar um roseiral
Vou cheirar manjericão
Vou ser de novo menino
Vou comprar o meu caixão

E vou dormir dentro dele
Bem relax tranqüilão
Dormir de banho tomado
Já pronto para a extrema-unção

Vou fazer a minha casa
No alto do cemitério
Vou vestir a beca negra
E exercer o magistério

Vou vestir a roupa lenta
Que leva ao desconhecido
E eis que chego aos sessenta
Como um homem sem partido

Nesta passagem de vento
Nesta eterna viração
Vou fazer a minha casa
Com as pedras do ribeirão

Vou fazer a minha toca
No bico d’urubutinga
No pico da marambaia
Lá na ponta da restinga

Será no rastro das antas
Na trilha da sapateira
Que é pra onça do telhado
Cair dentro da fogueira

Que eu gosto de onça assada
Mas na brasa da lareira
Conversando ao pé do fogo
A conversa rotineira

Das queixadas dos macucos
Conversa pra noite inteira
Da memória das caçadas
Na floresta brasileira

Deste planalto central
Este projeto christão
A ninguém faltará teto
A ninguém faltará pão

Desta prancheta ideal
Na luminosa manhã
Dr. Lúcio faz o risco
Do projeto telha-vã

Nesta oficina serena
Carpintaria christã
Dr. Lúcio mais Oscar
No projeto telha-vã

Neste canteiro de obras
Onde manda mestre Adão
Os milhares de operários
Colocar as telhas vão

Neste desvão principal
Nesta branca e azul manhã
Vou erguer a minha casa
De vermelha telha-vã

Vou fazer a minha casa
No meio da confusão
Que o jereba se alevanta
No olho do furacão

Vou fazer a minha casa
Na asa d’urubu peba
Que casa só é segura
Feita em asa de jereba

Vai ser na vertente seca
Na virada da chapada
Onde o peba se suspende
Na fumaça da queimada

Não quero mais ter galinha
Vendo toda a capoeira
Vou mandar cortar o mato
E vender toda a madeira

Mas quem pôs fogo no mato ?
E espontânea a combustão ?
Esse fogo vem de longe
Esse fogo é de balão

Inda que mal lhe pergunte
Esse fósforo aí grandão
O compadre me desculpe
E só de acender balão ?

Vou botar fogo no mato
Comandar rebelião
Incendiar a floresta
Tacar fogo no sertão

E o urubu de queimada
Vai surgir na ocasião
Pra comer todas as cobras
Sapos ratos pois então !

Caracóis e lagartixas
e todos bichos do chão
Urubu santo lixeiro
Tu és da Comlurb então ?

Trabalhando o ano inteiro
Tem décimo terceiro não ?

Camiranga meu amigo
Obrigado meu irmão
Que limpa toda sujeira
Desse povo porcalhão

Q’inda por cima te xinga
De feioso e azarão
«Doação ilimitada
A uma eterna ingratidão»

E vou viver no deserto
Quero o ar puro do sertão
Não quero ninguém por perto
E nem que passe avião

Não pode ter venda perto
Nem estrada de caminhão
Não quero plantas nem bichos
Nem quero mulher mais não

Quero vestir meu pijama
Smith e Wesson na mão
Quero ler na minha cama
Papo-amarelo no chão

As histórias do corisco
Vividas nesse sertão
Que Sérgio Ricardo e Glauber
Cantavam ao violão

«Eu não sou passarinho
Prá viver lá na prisão
Não me entrego ao tenente
Nem me entrego ao capitão
Eu só me entrego na morte
De parabelum na mão»

Minha casa é por aí
E no mundo monde mondo
Que eu só durmo no sereno
Quem faz casa é marimbondo

Vou cerzir a minha asa
Na casa do Sylvio então
Pra voar que nem jereba
Bem longe do Chapadão

Vou vender o meu pandeiro
Vou levar meu violão
Favor mandar meu piano
De volta pro Canecão

Vou-me embora vou-me embora
Aqui não fico mais não
Adeus minha bela morena
Vou pegar meu avião

Adeus minha roxa morena
Minha índia tupiniquim
O meu amor por você
É eterno até o fim

Não quero partir chorando
Já tá tudo tão ruim
Não chore meu bem não chore
Não me deixes triste assim
Adeus minha moreninha
Não vá se esquecer de mim

Mas não vou ficar solteiro
Você pára de chorar
Que com a sobra do dinheiro
Mando logo te buscar

Avião papa jereba
Passa mal e cai no chão
Avião foge do peba
Peba derruba avião

Por favor seu urubu
Me deixe passar então
Não entre em minha turbina
Não derrube o avião

Eu já tô tão tristezinho
E tantos outros já estão
Não derrame meu uisquinho
Não abata o meu jatão

Vou-me embora desta terra
Meu desgosto não escondo
O afeto aqui se encerra
Quem faz casa é marimbondo

Vou-me embora vou-me embora
Você não me leve a mal
Se Deus quiser fevereiro
Venho ver o carnaval

E não quero mais ter casa
Precisa de casa não
Quem tem casa é marimbondo
Minha casa é o avião

Telefonei pro aeroporto
Não tinha avião mais não
Vou fazer minha viagem
Na asa do peba então

(Acho asa de jereba
Mais segura que avião)

É preciso decorar o interior de si mesmo

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No início do projeto o arquiteto e designer de interiores, reflete primeiramente a personalidade dos proprietários. Geralmente, os profissionais têm “feeling” para perceber o estilo, as necessidades, e os sonhos de quem vai morar na casa. Na dialética da Poética do Espaço, Bachelard nos diz que, “Essa casa sonhada pode ser um simples sonho de proprietário, um concentrado de tudo o que é considerado cômodo, confortável, saudável sólido ou mesmo desejável para os outros. Deve contentar então o orgulho e a razão, termos inconciliáveis.”

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                      Existem almas corajosas que  decoram o interior de si mesmas – e com um excelente resultado

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Projeto São Bernardo do  Campo 2009 – Home-Office

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        Projeto Santo André 2009- Home-Office

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Os cantos favoritos da casa proporcionam intimidade com momentos de privacidade

Num mundo tão barulhento é preciso experimentar o silêncio

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Calor no inverno

fogonalafoa Calor, luz, cheiro de madeira queimada,  lareira é paixão de inverno

J.Vilhora_9470 No ritual do fogo, a lareira aproxima as pessoas

J.Vilhora_4546 A lenha estalando pede taças de vinho e longas conversas

_MG_1913 A gás, lenha, elétrica, ecológica o que importa é o calor e o aconchego

fogo-nas-pedras1Inverno, doce inverno das manhãs
Translúcidas, tardias e distantes
Propício ao sentimento…..

Vinícius de Moraes

 

Dança e Arquitetura

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O espaço sempre me fez silencioso
Jules Vallès, L’enfant

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O mundo é grande, mas em nós ele é profundo como o mar
Rilke

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A consciência “se eleva” durante uma imagem que comumente “repousa”.

A imagem já não é descritiva;  é resolutamente inspiradora

Gaston Bachelard

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As geografias solenes dos limites humanos….

Paul Éluard, Les yeux fertiles

 

Wabi-Sabi

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Wabi-Sabi é Sabi: A impermanência da vida, a transitoriedade, a ação do ciclo do tempo, marcas que resultam do simples fato de existir.

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Estamos falando de uma sensível visão de mundo que em seu conceito mais básico apresenta a beleza encontrada no imperfeito, incompleto e impermanente. Uma consciência estética que quando trazida para a esfera material abre o caminho para uma beleza capaz de fazer a vida mais agradável. Objetos simples e orgânicos, que evidenciam os processos naturais: irregulares e assimétricos, delicados e rústicos, mutáveis. Quando dentro do cotidiano podem fascinar, encantar e gerar valor meditativo. É como observar a serenidade de folhas caídas no chão e descobrir a beleza intrigante e singular de uma rachadura em um vaso de cerâmica.

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A prática desse princípio conecta emoções humanas e espirituais a noções de ecologia e sustentabilidade. Valorizando e trazendo para o dia a dia materiais naturais nos conectamos com nossas raízes, nossa natureza. Nos afastamos de um mundo sintético e de distrações potencialmente estressantes.

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Com um olhar delicado o Wabi-Sabi mostra nos detalhes mão e coração das pessoas que compõem a história de um objeto. Mostra o ciclo de nascimento, florescência, iluminação, envelhecimento, morte e destruição de uma forma poética e não verbal.

Wabi-Sabi é um sentimento. Uma ideia que não se pode alcançar com palavras. Algo que foge da compreensão objetiva que estamos acostumados a buscar. Um conceito que não tem definição nem tradução em português, e nem em nenhuma outra língua.

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Wabi-Sabi é uma expressão japonesa. Uma palavra composta por duas outras palavras. Um nome que carrega em si uma filosofia milenar. Um nome com raízes no século XII e que se popularizou através do Zen Budismo.

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Wabi-Sabi é Wabi: O oposto da ostentação, o contato com a natureza, a rusticidade, o simples.

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Pense então em objetos feitos à mão, variáveis, orgânicos e inspirados na natureza e descubra o Wabi-Sabi .

Wabi-Sabi deve ser visto, apreciado, contemplado e acima de tudo deve ser sentido.

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Your House_OLAFUR ELIASSON

Olafur Eliasson criou este livro de edição limitada com base na sua residência de Copenhagen. Folheando as páginas, as camadas de seu espaço tornam-se mais e mais aparentes. 454 páginas no total, e cada uma é individualmente cortada a laser. O livro está organizado como a casa, percorrendo o livro é fazer o seu caminho através das salas da casa da frente para trás. O nível de detalhes é absolutamente incrível.

A quem interessar a Amazon.com tem um exemplar à venda por apenas 25.500 dólares. Não é erro, é isso mesmo U$25.500

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