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Expo 2015: Arquitetura do Pavilhão Itália

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Em maio, terá início a Expo 2015, exposição mundial em Milão/Itália, onde cerca de 150 países estarão presentes, e abordará como alimentar o planeta nos próximos anos.
De 1 de Maio à 31 de outubro de 2015, Milão vai se tornar uma vitrine global em que os países irão mostrar o melhor de suas tecnologias para dar uma resposta concreta a uma necessidade vital: ser capaz de fornecer o alimento saudável, seguro e suficiente para todos os povos, em conformidade com o planeta e seu equilíbrio.
Uma área de exposição de 1,1 milhão de metros quadrados, mais de 140 países e organizações internacionais envolvidas, mais de 20 milhões de visitantes esperados. Estes são os números mais importantes do evento internacional que será realizada no país.

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O projeto do Pavilhão Italiano é o resultado de um concurso internacional ganho por Expo 2015 S.p.A, em abril de 2013; os estudos foram realizados por 68 participantes, o vencedor do projeto foi Nemesis & Partners, que fez projetos Proger e BMS para a engenharia, relativa às estruturas e instalações, e  do Prof. Livio De Santoli para a sustentabilidade do edifício.

O Pavilhão Italiano envolve a construção de Palazzo Itália (cerca de 13.200 metros quadrados em seis pisos acima do solo) e dos edifícios temporários do Thistle (cerca de 13.700 metros quadrados em três pisos acima do solo).

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O projeto é caracterizado por uma ampla experimentação; a arquitetura do Nemesis, caracterizada por projetos exclusivos com atenção à inovação tecnológica e abordagem sustentável, fazer o Pavilhão Italiano o símbolo da grande fábrica criativa contemporânea.
Palácio italiano foi inspirado numa “floresta urbana”; a “pele”, projetado pelo Studio ramificado da Nemesis, o revestimento externo do prédio evoca uma tecnologia figurativa e primitiva, ao mesmo tempo.

A trama tecida gera linhas alternadas de luz e sombra, de cheios e vazios, dando vida a uma arquitetura de escultura que se refere às obras de Land Art.

O projeto de estudo da arquitetura, Palazzo italiano, começou a partir da ideia de coesão, entendida como uma força de atração que gera um renovado sentido de comunidade e de pertença. A energia da comunidade é representada pelo quadrado interno; coração simbólico e saída da exposição reúne à sua volta os quatro volumes que moldam Palace Itália.

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O Volume arquitetônico é uma metáfora de árvores de grande porte, têm os suportes de terra enormes que simulam as grandes raízes que se afundam no solo; os mesmos volumes como pode ser visto a partir da praça, a abertura interna e o alongamento para cima vertem como o cabelo, através do grande telhado de vidro.

Para dar destaque às formas esculturais do Palazzo Itália, a rica textura do exterior é  ramificada. Para a concepção deste “skin”, Nemesis criou uma textura geométrica única e original que evoca os ramos entrelaçados aleatórios, criando uma arquitetura na arquitetura.

Nemesis imaginou a exposição de Palazzo Itália como uma descoberta gradual e conquista das formas e do conteúdo desta arquitetura-paisagem.

O percurso começa na praça interior, amplo salão para a recepção de visitantes, onde superfícies inclinadas e curvas dão fluidez e dinamismo para os volumes arquitetônicos desenhando um espaço impressionante.

Palazzo Itália inclui: um espaço para eventos no piso térreo e os espaços níveis superiores de exposições, a representação, a conferência / reunião, para a restauração, incluindo um restaurante VIP no quarto nível e um terraço na cobertura. O prédio vai abrigar espaços para representantes institucionais do Governo italiano, de excelência do Made in Italy.
Pavilhão Italiano: abordagem sustentável e inovadora

O Palácio italiano é projetado de forma sustentável com construção de energia zero, graças à contribuição de vidros fotovoltaicos no telhado e as propriedades fotocatalíticas do novo concreto para o invólucro exterior.

intreno_padiglione_italiaToda a superfície exterior do Palazzo Itália, 9.000 metros quadrados, será composta de 900 painéis de concreto “Biodinâmico i.active” com TX princípio ativo patenteado pela Italcementi. Em contato com a luz solar, o princípio presente no material permite “capturar” alguns poluentes no ar, transformando-os em sais inertes e, assim, ajudar a liberar a atmosfera a partir da poluição atmosférica.

A argamassa é a utilização de 80% de agregados reciclados, em parte, das pedaços de mármore de Carrara, o que dá um brilho de cimentos brancos tradicionais.

A “dinâmica” é uma característica do material novo, que tem uma fluidez tal que permita a realização de formas complexas tais como as que caracterizam os painéis de Palazzo Itália.

Os painéis para o invólucro exterior, peças únicas diferentes uns dos outros, serão realizados com a tecnologia de Styl-Comp.

Para cobrir Itália Palazzo Nemesis projetou uma “vela”, com um design inovador que será realizado por Stahlbau Pichler. Cobertura que retrata a imagem do dossel de uma floresta; caracteriza-se por vidros fotovoltaicos e campos geométricos principalmente quadrangular, seja plana ou curva, com a cobertura do edifício ramificado, expressão de inovação em termos de design e tecnologia.

Créditos:

Nemesi & Partners

50 Tons de Cinza

MONTENAPI“Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto

É como se abrisse o mesmo livro

Numa página nova…”

Mário Quintana

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Projeto Residencial Santo André/SP 2013 – Deborah Basso Arquitetura&Interiores

O quarto de casal é um ambiente muito especial da casa. Lugar que abriga sonhos, onde os planos de vida são traçados em cumplicidades. É neste ambiente ninho, onde o amor acontece no encontro de intimidade. Em tempos de 50 tons de cinza, as fantasias são estimuladas em relações de intensa paixão. A cor cinza entra neste contexto com muita elegância e sofisticação.

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Projeto Residencial São Paulo/SP 2013 – Deborah Basso Arquitetura&Interiores

No quarto, as pessoas passam a maior parte do tempo. Assim sendo, a decoração deve ser charmosa, confortável e muito pessoal. Afinal, dormimos e acordamos inevitavelmente olhando para os objetos em nosso entorno. Nada como um bom dia carinhoso, faça chuva ou faça sol, envolta às nossas referências.

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Projeto Residencial São Paulo/SP 2013 – Deborah Basso Arquitetura&Interiores

As nuances de cinza, por serem neutras, podem ser usadas com outras cores em jogos de cores que complementam o ambiente.

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Assim como outros ambientes da casa, a decoração do quarto é bastante íntima e reflete nossa personalidade. A luz, a cor, as texturas fazem a magia do ambiente. Harmonia e equilíbrio são essenciais, bem como o aroma e o som. O quarto é um ambiente de experiência sensorial de encantamento.

Projetos especiais para Terceira Idade

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Para um bem estar saudável na terceira idade, onde os idosos conquistam cada vez mais vigor e qualidade de vida, alguns cuidados são imprescindíveis no projeto de arquitetura de interiores e decoração. O projeto deve ser planejado para as novas necessidades relacionadas à segurança e conforto dos ambientes. Nesta fase a falta de visão e mobilidade se altera devido às limitações físicas.

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O piso é o primeiro item a ser considerado. A colocação de um piso com superfície natural, evita acidentes e quedas, muito comuns nesta fase.

O projeto dos banheiros deve atender aos cuidados de segurança e conforto. Piso antiderrapante, barras de apoio, banco dentro do box de banho, iluminação de uso geral e de decoração e o uso de portas com largura recomendada pela ABNT 9050 de acessibilidade de edificações.

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Projeto Residência São Paulo – 2013

Ambientes claros, cores calmas e iluminação adequada, facilitam a percepção de objetos e a circulação nos ambientes.

Nos dormitórios os interruptores devem ter altura do colchão, e estarem  próximos a cabeceira da cama.

O uso de tapetes deve ser evitado, mas caso haja necessidade, devem ter pêlos baixos e estarem presos ao chão com fita adesiva.

Camas convencionais, com altura de 45 e 50 cm, incluindo o colchão são ideais para o cotidiano dos idosos, na hora de se levantar da cama.

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Projeto Residencia São Paulo – 2013

Iluminação dentro dos armários também contribui no uso diário. Mobiliário em tons claros ajuda na composição do dormitório. Poltronas ou banquetas dão apoio para calçar meias e sapatos.

A escolha das maçanetas das portas é de extrema importância. As maçanetas lineares e  sistemas de alavancas com material antiaderente evitam que as mãos escorreguem. Maçanetas convencionais podem ocasionar acidentes, o senso de equilíbrio se  altera, e todo cuidado deve ser considerado.

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Móveis com canto em 90º devem ser evitados, o ideal são móveis arredondados.

Os ambientes devem ser alegres, aconchegantes e ter personalidade. As referências pessoais são importantes para que o projeto atenda as necessidades e os sonhos de morar de quem tem histórias de vida para contar.

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Times Square Building recebe uma dose de Flower Power

fleurO artista britânica usa flores para transformar interiores urbanos em espaços visualmente impressionantes

fleurIIIImagine iniciar o dia de trabalho, passando por uma vibrante cortina perfumada das flores. As pessoas que visitarão para o prédio Viacom, na Times Square vão ter o prazer de ser recebidos desta forma, graças a artista britânica Rebecca Louise Lei. Suas instalações de flores penduradas têm gerado interesse por toda a Europa, elas transformam os ambientes urbanos em espaços naturais, etéreos. ‘Flowers 2015: Outside In “ marca sua estréia em território americano, que transformou a sede global em mídia num espaço cheio de cores, texturas e aromas.

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Tal como acontece com a maioria das criações de Direitos Reservados, esta instalação foi um esforço colaborativo. Centenas de funcionários da Viacom ofereceram-se para ajudar a criar a peça, amarrando mais de 15.000 flores em fio de cobre para serem penduradas acima da entrada. Foram utilizados 14 tipos diferentes de flores, incluindo rosas, hortênsias, cravos, cardos, e Gypsophilias.

fleurIIA delicada relação da  artista com a natureza,  é projetada na instalação para se transformar ao longo do tempo. Inicialmente, flores frescas irradiam cores vibrantes e fragrâncias que são lentamente preservadas com a secagem. A escultura restante se transforma em algo como pout-pourri e emana um cheiro semelhante, mostrando o potencial de cada flor, o que ilustra o desejo do artista de justapor figurativamente sociedade contemporânea com a natureza.

A Casa de Tom Jobim

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jjJ8k “Esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar. Quando você ama, isso cria uma capacidade. Você se interessa pela coisa, você começa a olhar”.  Tom Jobim

Antonio Carlos Jobim sempre foi apaixonado pelo Jardim Botânico. Seu nome tornou-se sinônimo de preservação do patrimônio ecológico e cultural do país e sua visão de mundo é sempre objeto de inspiração para as novas gerações. Sua constante preocupação com a ecologia nos levou à criação do Instituto Antonio Carlos Jobim, em maio de 2001, não somente para preservar e tornar público o seu acervo, mas também para desenvolver projetos educativos sobre ecologia e artes em geral.

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No DVD Casa do tom – Mundo, monde, mondo, Tom Jobim, Ana Lontra, esposa de Tom Jobim, conta a história desde da construção da casa, e a mudança de casa, e a inspiração do poema Chapadão, que Tom começou a escrever quando escolheram o terreno no alto do Jardim Botânico para construírem sua casa: “A casa levou quatro anos para ficar pronta e o poema, oito”

Chapadão – Tom Jobim

Vou fazer a minha casa
No alto do chapadão
Vou levar o meu piano
Que ficou no Canecão

Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão
Vou levar don’Aninha
Prá me dar inspiração

Vou fazer a minha casa
No alto de uma quimera
Vou criar um mundo novo
Inventar nova megera

Vou fazer a minha casa
Com largura e comprimento
E peço ao Paulo uma sala
Pra botar Aninha dentro

Vou botar minha biruta
No taquaruçu de espinho
Vou fazer cama macia
Pra te amar devagarinho

Seremos dois belezudos
Neste mundo de feiosos
As noites serão tranquilas
E os dias tão radiosos

Quero minha casa feita
Com régua prumo e esmero
Quero tudo bem traçado
Quero tudo como eu quero

Quero tudo bem medido
De largura em comprimento
Não quero que minha casa
Me traga aborrecimento

Vou fazer a minha casa
Do alto de uma canção
E agradecer a Deus Pai
A sobrante inspiração

Sob a axila do Christo
Neste sovaco christão
Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão

E vou dar festa bonita
Com bebida e com garçon
E ao Lufa que foi amigo
Dou champagne com bombom

Vou fazer a minha casa
No centro do ribeirão
Quero muita água limpa
Pra lavar meu coração

Minha casa não terá
Nem sábado nem domingo
Todo dia é dia santo
Todo dia é dia lindo

Todo dia é sexta-feira
Sexta-feira da paixão
Vou convidar o Alberico
Para o peixe com pirão

E dentro da minha casa
Nunca vai juntar poeira
Pelo meio dela passa
Uma enorme cachoeira

Quero água com fartura
Quero todo o riachão
Quero que no meu banheiro
Passe inteiro o ribeirão

Quero a casa em lugar alto
Ventilado e soalheiro
Quero da minha varanda
Contemplar o mundo inteiro

Vou fazer o meu retiro
Na grota do chororão
A minha casa será
Uma casa de oração

Vou me esquecer do pecado
Entrar em meditação
E não saio mais de casa
Só saio de rabecão

Vou entrar pra Academia
Vou comer muito feijão
E acordar à meia-noite
Pra vestir o meu fardão

Mas na minha Academia
Sem chazinho e sem garçom
Só entra Mário Quintana
Só entra Carlos Drummond

Que já chega de besteira
Já basta de decoreba
Que a cultura verdadeira
Tá na asa do jereba

Porque tem urubu-rei
E tem urubu-ministro
Dois de cabeça amarela
E um preto que registro

Registro neste debuxo
Os dois condores também
Embora urubus de luxo
Têm direito no além

Sob a axila christã
Neste sovaco christão
Vou fazer de telha-vã
A casa do Chapadão

Vou dormir meu sono velho
Neste sovaco do Christo
Vou comprar muito sossego
Vou regar o meu hibisco

Vou viver na minha casa
Vou viver com a minha gente
Vou viver vida comprida
Prá não morrer de repente

Vou contemplar grandes pedras
Vazio de compreensão
Vou esquecer o meu nome
No alto do Chapadão

Vou plantar um roseiral
Vou cheirar manjericão
Vou ser de novo menino
Vou comprar o meu caixão

E vou dormir dentro dele
Bem relax tranqüilão
Dormir de banho tomado
Já pronto para a extrema-unção

Vou fazer a minha casa
No alto do cemitério
Vou vestir a beca negra
E exercer o magistério

Vou vestir a roupa lenta
Que leva ao desconhecido
E eis que chego aos sessenta
Como um homem sem partido

Nesta passagem de vento
Nesta eterna viração
Vou fazer a minha casa
Com as pedras do ribeirão

Vou fazer a minha toca
No bico d’urubutinga
No pico da marambaia
Lá na ponta da restinga

Será no rastro das antas
Na trilha da sapateira
Que é pra onça do telhado
Cair dentro da fogueira

Que eu gosto de onça assada
Mas na brasa da lareira
Conversando ao pé do fogo
A conversa rotineira

Das queixadas dos macucos
Conversa pra noite inteira
Da memória das caçadas
Na floresta brasileira

Deste planalto central
Este projeto christão
A ninguém faltará teto
A ninguém faltará pão

Desta prancheta ideal
Na luminosa manhã
Dr. Lúcio faz o risco
Do projeto telha-vã

Nesta oficina serena
Carpintaria christã
Dr. Lúcio mais Oscar
No projeto telha-vã

Neste canteiro de obras
Onde manda mestre Adão
Os milhares de operários
Colocar as telhas vão

Neste desvão principal
Nesta branca e azul manhã
Vou erguer a minha casa
De vermelha telha-vã

Vou fazer a minha casa
No meio da confusão
Que o jereba se alevanta
No olho do furacão

Vou fazer a minha casa
Na asa d’urubu peba
Que casa só é segura
Feita em asa de jereba

Vai ser na vertente seca
Na virada da chapada
Onde o peba se suspende
Na fumaça da queimada

Não quero mais ter galinha
Vendo toda a capoeira
Vou mandar cortar o mato
E vender toda a madeira

Mas quem pôs fogo no mato ?
E espontânea a combustão ?
Esse fogo vem de longe
Esse fogo é de balão

Inda que mal lhe pergunte
Esse fósforo aí grandão
O compadre me desculpe
E só de acender balão ?

Vou botar fogo no mato
Comandar rebelião
Incendiar a floresta
Tacar fogo no sertão

E o urubu de queimada
Vai surgir na ocasião
Pra comer todas as cobras
Sapos ratos pois então !

Caracóis e lagartixas
e todos bichos do chão
Urubu santo lixeiro
Tu és da Comlurb então ?

Trabalhando o ano inteiro
Tem décimo terceiro não ?

Camiranga meu amigo
Obrigado meu irmão
Que limpa toda sujeira
Desse povo porcalhão

Q’inda por cima te xinga
De feioso e azarão
«Doação ilimitada
A uma eterna ingratidão»

E vou viver no deserto
Quero o ar puro do sertão
Não quero ninguém por perto
E nem que passe avião

Não pode ter venda perto
Nem estrada de caminhão
Não quero plantas nem bichos
Nem quero mulher mais não

Quero vestir meu pijama
Smith e Wesson na mão
Quero ler na minha cama
Papo-amarelo no chão

As histórias do corisco
Vividas nesse sertão
Que Sérgio Ricardo e Glauber
Cantavam ao violão

«Eu não sou passarinho
Prá viver lá na prisão
Não me entrego ao tenente
Nem me entrego ao capitão
Eu só me entrego na morte
De parabelum na mão»

Minha casa é por aí
E no mundo monde mondo
Que eu só durmo no sereno
Quem faz casa é marimbondo

Vou cerzir a minha asa
Na casa do Sylvio então
Pra voar que nem jereba
Bem longe do Chapadão

Vou vender o meu pandeiro
Vou levar meu violão
Favor mandar meu piano
De volta pro Canecão

Vou-me embora vou-me embora
Aqui não fico mais não
Adeus minha bela morena
Vou pegar meu avião

Adeus minha roxa morena
Minha índia tupiniquim
O meu amor por você
É eterno até o fim

Não quero partir chorando
Já tá tudo tão ruim
Não chore meu bem não chore
Não me deixes triste assim
Adeus minha moreninha
Não vá se esquecer de mim

Mas não vou ficar solteiro
Você pára de chorar
Que com a sobra do dinheiro
Mando logo te buscar

Avião papa jereba
Passa mal e cai no chão
Avião foge do peba
Peba derruba avião

Por favor seu urubu
Me deixe passar então
Não entre em minha turbina
Não derrube o avião

Eu já tô tão tristezinho
E tantos outros já estão
Não derrame meu uisquinho
Não abata o meu jatão

Vou-me embora desta terra
Meu desgosto não escondo
O afeto aqui se encerra
Quem faz casa é marimbondo

Vou-me embora vou-me embora
Você não me leve a mal
Se Deus quiser fevereiro
Venho ver o carnaval

E não quero mais ter casa
Precisa de casa não
Quem tem casa é marimbondo
Minha casa é o avião

Telefonei pro aeroporto
Não tinha avião mais não
Vou fazer minha viagem
Na asa do peba então

(Acho asa de jereba
Mais segura que avião)

A Cor de 2015

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PANTONE  18 – 1438 Marsala

A Cor de 2015 eleita pela Pantone  será  Marsala 18-1438, tendência base da paleta  Primavera/Verão.
Sensual e ousada, Marsala é uma cor  convidativa,  que supri necessidades,  exalando confiança e estabilidade, que alimenta  corpo, mente e alma. Muito parecido com o vinho Marsala, produzido na cidade do mesmo nome na Cecília, Itália,   incorpora  calor, riqueza e  sofisticação dos tons naturais ligados à terra.

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Lina Bo Bardi, 100 anos

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Casa de Vidro, Morumbi/SP (fotos – Anibal Passos)

Hoje comemoramos o centenário de nascimento de Lina Bo Bardi, Achillina Bo, arquiteta modernista italiana, que escolheu o Brasil como seu segundo país, onde viveu desde 1946 com seu marido Pietro Maria Bardi, até sua morte em 1992

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Biblioteca e mesa de trabalho

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Formou-se pela Universidade de Roma/It. durante a década de 1930

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Casa de Vidro

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“Há um gosto de vitória e encanto na condição de ser simples. Não é preciso muito para ser muito”

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 “A emoção da ciência traduzida em técnica pelo homem é a mesma comunicada pela obra de arte. Equilíbrio, estrutura, rigor, aquele mundo outro que o homem não conhece, que a arte sugere, do qual o homem tem nostalgia”

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Conhecida como arquiteta do MASP, Museu de Arte de São Paulo e pelo  SESC Pompéia, referência da arquitetura da década de 1970 do Brutalismo Paulista

10847592_820637374641854_9199212077166739351_o  “Eu tenho projetado algumas casas, mas só para pessoas que eu conheço. Tenho horror em projetar casas para madames, onde entra aquela conversa insípida em torno da discussão de como vai ser a piscina, as cortinas (…) Gostaria muito de fazer casas populares” 

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“O passado não volta. Importantes são a continuidade e o perfeito conhecimento de sua história”
Fotos – Anibal Passos

Arquitetura e Memória

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Ao desenvolver este projeto corporativo de revitalização da arquitetura, nossa preocupação foi preservar a memória local e pessoal do Município de São Caetano do Sul

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            Palácio Cerâmica – São Caetano do Sul                          Palácio Mantova – Itália

A cidade de São Caetano do Sul/SP, fundada por colonos  imigrantes italianos em 1880, vindos da Província de Mântua (Mantova), região da Lombardia na Itália,  a princípio dedicaram-se ao trabalho agrícola, no cultivo das videiras. Posteriormente, o interesse dos trabalhadores foi logo despertado pela várzea compreendida entre os rios Tamanduateí e Meninos, local rico em excelente argila. Imediatamente começaram a aparecer os primeiros estabelecimentos que se dedicaram ao fabrico de telhas, tijolos e louças, seguindo a tradição dos antigos monges beneditinos. Em 1758 iniciam-se as primeiras olarias na região, mas foi no ano de 1793 que se instalou a primeira grande indústria de telhas e tijolos

14322150 700px-Entra1scs                                   Muitas indústrias se instalaram na região do ABC no início do século XX. Em São Caetano, as fábricas Matarazzo e Cerâmica tiveram grande importância na construção da história da cidade

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Indústria Matarazzo                                                                Ruinas

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                        Obra em Setembro de 2013                                   Obra em Novembro 2014

Respeitar a memória do lugar, assim como os elementos arquitetônicos, referências do histórico urbano, e inserir o conceito de contemporaneidade são desafios dos arquitetos nas cidades brasileiras

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                          Fotos – Anibal Passos